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Cachorro com displasia pode caminhar?

Cachorro com displasia pode caminhar Latidos e Lambidas Blog para Cães

Resumo do Conteúdo: Sim, um cachorro com displasia pode caminhar, e a caminhada é recomendada. O exercício deve ser de baixo impacto (curto, lento, em superfícies macias) para fortalecer os músculos sem sobrecarregar a articulação. É vital evitar corridas e pulos e seguir a orientação de um veterinário fisioterapeuta para que o cachorro com displasia possa caminhar com segurança.

Aquele diagnóstico que gela a espinha: “displasia coxofemoral”. A princípio, o mundo do tutor desaba, e a primeira dúvida é se o cão poderá ter uma vida normal. A pergunta “cachorro com displasia pode caminhar” é, sobretudo, a mais comum e urgente, carregada do medo de que o movimento piore a dor.

Contudo, o oposto é verdadeiro. O repouso absoluto é, na verdade, um inimigo. Ele leva à atrofia muscular (fraqueza das pernas), e são justamente os músculos que um cachorro com displasia precisa para estabilizar a articulação “frouxa” do quadril.

Primordialmente, este guia visa tranquilizá-lo e direcioná-lo. Sim, um cachorro com displasia pode caminhar, desde que o exercício seja adaptado. Vamos explicar a diferença vital entre o movimento que cura (baixo impacto) e o que machuca (alto impacto), e como gerenciar a dor para manter seu cão ativo e feliz.

A Regra de Ouro: Como um cachorro com displasia pode caminhar?

O foco absoluto deve ser o baixo impacto. A caminhada errada pode causar inflamação e dor; a caminhada certa fortalece e alivia.

O passeio ideal para um cão displásico deve ser:

Curto e Frequente: É melhor fazer duas caminhadas lentas de 15 minutos do que uma caminhada exaustiva de 45 minutos.

Lento e Controlado: O cão deve andar ao seu lado, na guia. O trote leve é bom, mas a corrida descontrolada é prejudicial.

Em Terreno Correto: Prefira superfícies macias que absorvem o impacto, como grama ou terra batida. Evite o asfalto ou concreto duro sempre que possível.

O uso de um peitoral é recomendado em vez de uma coleira de pescoço. Isso distribui melhor a pressão e evita trancos, já que muitos cães displásicos compensam a dor traseira sobrecarregando os ombros e o pescoço.

O que Evitar: Atividades de Alto Impacto

Um cachorro com displasia caminhar é bom, mas pular é péssimo. O alto impacto causa atrito direto na articulação doente (sem cartilagem), gerando dor e inflamação (artrose).

As atividades proibidas para um cão com displasia são:

Pulos: Buscar bolinhas no ar, pular do carro ou subir no sofá.

Corridas (Sprints): Arrancadas e paradas bruscas.

Escadas: Subir e descer escadas força excessivamente o quadril.

Pisos Lisos: Pisos de porcelanato ou laminado são um veneno, pois o cão “escorrega” levemente a cada passo, forçando a articulação. O uso de tapetes ou passadeiras é obrigatório em casa.

Os Melhores Exercícios: Fisioterapia

Natação ou Hidroesteira: É o exercício padrão-ouro. A água remove o peso do corpo (zero impacto), mas oferece resistência para fortalecer os músculos glúteos e da coxa. Músculos fortes agem como um “colete ortopédico” para o quadril.

O que dar para o cachorro para aliviar a dor da displasia?

Um cachorro com displasia pode caminhar apenas se a dor estiver controlada. A dor da displasia é, na verdade, a dor da osteoartrite (artrose) que ela causa.

O tratamento da dor é multimodal, ou seja, feito em várias frentes.

Medicação (Controle da Crise)

Para aliviar a dor aguda (quando o cão manca ou chora), o veterinário prescreverá Anti-inflamatórios Não Esteroidais (AINEs), como Carprofeno, Meloxicam ou Firocoxib.

Nunca, sob nenhuma hipótese, dê medicação humana (como Paracetamol, Ibuprofeno ou Diclofenaco) ao seu cão. Eles são altamente tóxicos e podem causar falência renal e hepática. O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) alerta constantemente sobre esse perigo.

Suplementação (Controle Crônico)

Para a manutenção, o veterinário indicará:

Condroprotetores: Suplementos de Glucosamina e Condroitina, que ajudam a nutrir a cartilagem restante.

Ômega-3: O óleo de peixe em doses terapêuticas é um potente anti-inflamatório natural que ajuda a lubrificar as articulações.

O que fazer quando o cachorro está fraco das pernas?

A fraqueza nas pernas traseiras é um sintoma avançado da displasia coxofemoral. Ela é causada pela atrofia muscular por desuso.

Funciona assim: o quadril dói -> o cão evita usar aquela perna -> o músculo da coxa atrofia (murcha) -> com menos músculo, a articulação fica ainda mais instável -> o cão sente mais dor e fraqueza.

A resposta para “o que fazer” é quebrar esse ciclo. A fraqueza muscular não se resolve com repouso, mas sim com fisioterapia de fortalecimento (hidroesteira, natação). Um cachorro com displasia caminhar na água é a forma mais rápida de reconstruir a musculatura perdida sem causar dor.

Raças Suscetíveis à Displasia Coxofemoral

Embora o cachorro com displasia possa caminhar, a prevenção da doença começa na seleção de raças. A DCF é primariamente uma doença genética, agravada pelo crescimento rápido.

As raças mais predispostas incluem:

Pastor Alemão

Labrador Retriever

Golden Retriever

Rottweiler

Boxer

Dogue Alemão

Pitbull

Pastor Australiano

Conclusão

Em suma, a resposta para “cachorro com displasia pode caminhar” é um retumbante sim. Na verdade, ele deve caminhar. O repouso absoluto é prejudicial e leva à atrofia muscular, piorando a instabilidade do quadril.

O segredo está no tipo de exercício. Um cachorro com displasia caminhar deve ser uma atividade de baixo impacto: lenta, controlada, em superfícies macias e sem pulos. A fisioterapia, como natação ou hidroesteira, é a melhor ferramenta para fortalecer os músculos que protegem a articulação.

Contudo, nenhum exercício é possível sem o manejo da dor. Portanto, o tratamento da artrose com medicação (prescrita), suplementos (condroprotetores) e controle de peso é o que permite que o cachorro com displasia possa caminhar com qualidade de vida. Converse com um veterinário ortopedista ou fisioterapeuta para criar um plano seguro.

FAQ – Displasia Canina e Exercícios

Cachorro com displasia pode caminhar?

Sim, não só pode como deve. O repouso absoluto é prejudicial, pois causa atrofia muscular. A caminhada de baixo impacto (curta, lenta, na guia e em superfícies macias como a grama) é essencial para fortalecer os músculos que estabilizam a articulação do quadril e ajudam no controle da dor.

Quais exercícios um cão com displasia NÃO pode fazer?

Ele deve evitar estritamente atividades de alto impacto. Isso inclui pular (no sofá, cama ou carro), correr em arrancadas (como buscar bolinhas), paradas bruscas, subir e descer escadas com frequência e andar em pisos lisos (onde ele escorrega), pois isso força a articulação e causa mais dor e inflamação.

Qual o melhor exercício para cão com displasia?

O exercício padrão-ouro é a fisioterapia de baixo impacto, especialmente a hidroterapia (natação ou esteira aquática). A água remove o peso do corpo (zero impacto), mas oferece resistência para fortalecer os músculos da coxa e do quadril, que são essenciais para estabilizar a articulação.

Como aliviar a dor da displasia para o cão caminhar?

A dor é tratada de forma multimodal. O veterinário prescreve anti-inflamatórios (AINEs) para crises agudas e suplementos contínuos (condroprotetores como glicosamina e condroitina, e Ômega-3). Contudo, a ação mais importante para aliviar a dor é o controle de peso: manter o cão magro é fundamental.

O que fazer quando o cachorro está fraco das pernas traseiras?

A fraqueza nas pernas traseiras é geralmente atrofia muscular por desuso (o cão evita usar a perna por causa da dor e o músculo “murcha”). A solução não é repouso, mas sim fisioterapia de fortalecimento (como hidroesteira) para reconstruir a musculatura perdida de forma segura e sem impacto.

Carolina Mendes

Carolina Mendes

Carolina Mendes é especialista em cães, dedicada ao comportamento, bem-estar e adestramento positivo. Com anos de experiência, desenvolve conteúdos educativos que ajudam tutores a compreender melhor seus animais de estimação e fortalecer o vínculo com eles. Atua como consultora e criadora de materiais práticos sobre cuidados diários, saúde e treinamento, sempre priorizando respeito e amor pelos pets. Reconhecida por sua abordagem acolhedora, inspira donos de cães a oferecerem qualidade de vida e equilíbrio aos seus companheiros.

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