Resumo do Conteúdo: Em caso de convulsão em cachorro, a ação correta é manter a calma e focar na segurança. Afaste móveis, proteja a cabeça do animal com uma almofada e nunca tente segurar a língua. Após a crise, mesmo que o cão pareça bem, o transporte imediato ao veterinário é mandatório para diagnosticar a causa.
A princípio, é uma das cenas mais aterrorizantes da tutoria: o corpo do seu cão endurece e os tremores começam. Saber o que fazer em caso de convulsão em cachorro é, sobretudo, um conhecimento que pode salvar a vida do seu pet, mas o pânico do momento costuma paralisar o tutor.
Contudo, uma convulsão (ou crise epiléptica) não é a doença em si, mas sim um sintoma de que algo está errado no cérebro. É uma “tempestade elétrica” neurológica que o cão não consegue controlar, e a sua reação durante esses minutos é crucial.
Primordialmente, este guia detalha o que fazer e, mais importante, o que não fazer. Vamos focar no passo a passo de segurança, nas possíveis causas e na emergência veterinária que se segue, explicando o que fazer em caso de convulsão em cachorro.
Qual a primeira ação a ser tomada ao presenciar uma convulsão?
A primeira ação ao presenciar uma convulsão é manter a calma. O seu pânico não ajudará o animal e pode fazer você tomar decisões perigosas. Aja rapidamente para garantir a segurança dele no ambiente.
Afaste imediatamente objetos perigosos (pontas de móveis, cadeiras, decorações). A prioridade é evitar que o cão se machuque durante os movimentos involuntários.
Se possível, deslize uma almofada, toalha ou edredom dobrado sob a cabeça dele. Isso amortece o impacto da cabeça contra o chão, uma ação vital de o que fazer em caso de convulsão em cachorro.
Quais são as causas, sintomas e medidas de segurança para convulsões em cães?
Entender o que é a crise e por que ela acontece é fundamental para saber o que fazer em caso de convulsão em cachorro. A crise tem fases claras e causas que precisam de investigação imediata.
Sintomas (Como Reconhecer a Crise)
A convulsão “clássica” (tônico-clônica ou Grande Mal) é inconfundível. O cão perde a consciência (embora os olhos possam ficar abertos e vidrados), cai de lado, e o corpo se enrijece (fase tônica).
Em seguida, começam os movimentos de pedalada, tremores violentos e mastigação (fase clônica). É muito comum o cão salivar excessivamente, urinar ou defecar, pois ele perde o controle dos esfíncteres.
Medidas de Segurança (O que NÃO fazer durante a convulsão)
A dúvida sobre o que fazer em caso de convulsão em cachorro leva a mitos perigosos. O mais importante é o que não fazer durante a crise.
Nunca Tente Segurar a Língua: Este é o mito mais perigoso. O cão NÃO vai engolir a língua. Se você colocar a mão na boca dele durante a convulsão, ele terá um espasmo mandibular involuntário e poderá amputar seus dedos.
Não Segure o Corpo ou os Membros: Não tente “parar” os tremores ou abraçar o cão. Você não pode interromper a crise e pode acabar se machucando ou causando uma fratura no animal.
Não Jogue Água: Isso não ajuda em nada e pode causar um choque térmico ou fazer com que o cão aspire a água (afogamento), pois ele não tem controle da deglutição.
Monitore o Tempo: Pegue seu celular e cronometre a crise. Uma convulsão em cachorro “comum” dura de 1 a 3 minutos. Se a crise durar mais de 5 minutos, o cão entrou em Status Epilepticus. Esta é uma emergência fatal. Você deve levá-lo ao veterinário imediatamente, mesmo que a convulsão ainda esteja acontecendo.
A Ação Pós-Crise (O Pós-Ictal)
Após os tremores pararem, o cão entrará na fase “pós-ictal”. Ele acordará confuso, desorientado, exausto e pode parecer cego temporariamente, batendo nos móveis.
Fale com ele calmamente. Deixe-o em um local escuro e silencioso para se recuperar. Cuidado ao tocá-lo, pois ele pode morder por confusão.
A resposta para o que fazer em caso de convulsão em cachorro após ela terminar é uma só: ir ao veterinário imediatamente. Uma única convulsão já é uma emergência. O Manual Veterinário Merck explica que a convulsão é um sintoma, e o veterinário precisa investigar a causa o mais rápido possível.
Principais Causas da Convulsão em Cachorro
A investigação veterinária buscará a causa. As mais comuns são:
Epilepsia Idiopática: A “epilepsia verdadeira”. É a causa mais comum em cães de 1 a 5 anos (Beagles, Labradores, Goldens). É um diagnóstico de exclusão (sem outra causa).
Intoxicação (Causa Externa): A causa mais comum de uma primeira convulsão súbita. Ingestão de veneno (raticida), produtos de limpeza, plantas tóxicas ou até mesmo certos alimentos (como Xilitol). A ASPCA Poison Control lista toxinas como causa frequente.
Doenças Metabólicas (Causa Interna): Problemas no corpo que afetam o cérebro, como hipoglicemia (falta de açúcar, comum em filhotes “toy”) ou falência renal/hepática.
Problemas Cerebrais: Em cães mais velhos, uma convulsão que começa “do nada” é um sinal de alerta para tumores cerebrais, traumas (pancadas) ou infecções (como a Cinomose).
Conclusão
Em suma, saber o que fazer em caso de convulsão em cachorro é um exercício de calma e segurança. A prioridade do tutor durante a crise é proteger o cão do ambiente, afastando móveis e amortecendo a cabeça, enquanto resiste ao instinto de segurar a língua ou o corpo.
A crise em si é assustadora, mas o verdadeiro trabalho começa após ela. A convulsão é um sintoma neurológico grave que exige diagnóstico. Contudo, levar o animal ao veterinário imediatamente é a única ação correta, mesmo que o cão pareça ter “voltado ao normal”.
Portanto, a convulsão é uma emergência. O veterinário precisa investigar se a causa foi intoxicação, um problema metabólico ou o início da epilepsia. Saber o que fazer em caso de convulsão em cachorro não é tratar em casa, mas sim agir com segurança e buscar ajuda profissional.
Seu cão já teve uma convulsão? Qual foi o diagnóstico? Compartilhe sua experiência (e ajude outros tutores) nos comentários!
FAQ – Convulsão em Cachorros: O que Fazer
Aja com calma e foque na segurança. Afaste móveis ou objetos para que o cão não se machuque. Se possível, deslize uma almofada ou toalha dobrada sob a cabeça dele para amortecer o impacto. Não tente segurar o corpo ou os membros.
Não, nunca. Este é o mito mais perigoso. O cão NÃO vai engolir a língua. Se você colocar a mão na boca dele durante a convulsão, os espasmos musculares são involuntários e ele irá morder com força, podendo amputar seus dedos.
Após a crise, o cão acordará confuso e desorientado (fase pós-ictal). Mantenha-o em um local calmo, escuro e seguro. A ação mais importante é levá-lo imediatamente ao veterinário. Uma convulsão é sempre um sintoma grave que exige um diagnóstico da causa.
Uma convulsão comum dura de 1 a 3 minutos. É considerada uma emergência fatal (Status Epilepticus) se a crise durar mais de 5 minutos, ou se o cão tiver múltiplas crises seguidas sem se recuperar. Nesses casos, leve-o ao veterinário imediatamente, mesmo que ainda esteja convulsionando.
As causas variam. Em cães de 1 a 5 anos, a Epilepsia Idiopática é comum. Em uma primeira crise súbita, suspeita-se de intoxicação (veneno) ou problemas metabólicos (ex: hipoglicemia). Em cães idosos, uma convulsão que começa “do nada” é um sinal de alerta para tumores cerebrais ou falha de órgãos.

