por: Caroline Mendes
Foto: Canva
A lambedura constante não é apenas higiene excessiva, é um grito de socorro do corpo ou da mente. Se ignorado, esse hábito evolui para a Dermatite Acral, uma lesão crônica e difícil de fechar causada pela língua áspera.
O primeiro suspeito é a coceira física. Alergias alimentares (dermatite atópica), picadas de pulgas ou fungos entre os dedos geram um incômodo insuportável. O cão lambe para coçar, criando um ciclo vicioso de saliva e inflamação.
Cuidado: nem sempre a pele é a culpada. Cães com dores articulares, artrite ou problemas na coluna podem sentir formigamentos nas extremidades. Eles lambem a pata na tentativa desesperada de aliviar uma dor interna que você não vê.
Se o corpo está são, a mente pede ajuda. Tédio e ansiedade de separação transformam a lambedura em uma válvula de escape para o estresse (TOC). O ato libera endorfinas no cérebro do cão, viciando o animal no comportamento destrutivo.
Quebre o padrão com Enriquecimento Ambiental. Brinquedos recheáveis e "tapetes de lambedura" (Lick Mats) redirecionam a ansiedade para algo positivo, gastando energia mental e tirando o foco da automutilação.
Enquanto a causa é investigada, proteja a lesão. O uso temporário do colar elisabetano (cone) é vital para impedir o acesso físico, pois uma única lambida pode reabrir uma ferida que levou dias para começar a cicatrizar.
Como tratar de vez? Investigando a causa raiz com o veterinário. A cura não é mágica, é um combo: tratar a infecção da pele (sprays/antibióticos), eliminar a dor ou alergia e ajustar a rotina para curar o tédio mental.