por: Caroline Mendes
Foto: Canva
A torção gástrica (DVG) é um pesadelo silencioso e mortal. O estômago do cão dilata com gás e gira sobre o próprio eixo, cortando o fluxo sanguíneo. É uma bomba-relógio: sem socorro, o animal pode falecer em poucas horas.
Identificar os sinais salva vidas. Se o cão tenta vomitar sem sucesso (ânsia seca), tem o abdômen rígido como um tambor, saliva muito e está inquieto, corra. Cada minuto perdido diminui drasticamente a chance de sobrevivência.
Ao chegar no hospital, a prioridade imediata é estabilizar o choque. O veterinário inicia fluidoterapia agressiva na veia e oxigênio para restaurar a circulação e impedir que o coração pare antes mesmo da cirurgia.
O estômago precisa ser esvaziado urgente. Tenta-se passar uma sonda pela boca; se a torção bloquear a passagem, usa-se uma agulha grossa direto na parede abdominal (gastrocentese) para liberar o gás e aliviar a pressão.
Na mesa de cirurgia, o médico desfaz o nó manualmente. O momento crítico é a avaliação de danos: se houver tecido morto (necrose) no estômago ou baço devido à falta de sangue, essas partes precisam ser removidas.
Não basta destorcer, é preciso travar. O passo final é a Gastropexia: o estômago é costurado permanentemente na parede abdominal. Isso impede que ele gire novamente no futuro, pois a reincidência sem isso é altíssima.
Como tratar? Apenas com Cirurgia de Emergência. Esqueça remédios caseiros ou massagens; eles matam o tempo que seu cão não tem. A única cura é a intervenção cirúrgica imediata para reposicionar e fixar o órgão.