por: Caroline Mendes
Foto: Canva
A anatomia do ouvido canino é o primeiro fator de confusão. Diferente do canal humano, o do cão possui um formato em "L", o que torna a limpeza com objetos rígidos uma tarefa cega e extremamente arriscada para o tutor.
Ao inserir a haste, você não consegue alcançar a parte horizontal do canal. O movimento acaba apenas empurrando a cera superficial para a curva do "L", onde ela se acumula e bloqueia a passagem natural de ar no conduto.
A ponta do algodão causa micro-traumas na pele sensível do ouvido. Essas lesões rompem a barreira de proteção cutânea, servindo como porta de entrada para bactérias e fungos que se proliferam rapidamente no local lesionado.
O uso de cotonetes remove a gordura protetora natural em excesso. Sem essa proteção, o ouvido reage produzindo ainda mais cera (efeito rebote), criando um ciclo vicioso de sujeira e inflamação que parece nunca ter fim.
Pequenos fiapos de algodão podem se soltar e ficar retidos no fundo do canal. Esses resíduos atuam como corpos estranhos, mantendo uma irritação constante que impede a cura definitiva e faz com que a otite retorne com frequência.
A tentativa de limpeza gera dor e insegurança no animal. O estresse faz com que o cão sacuda a cabeça com violência, o que pode causar otohematomas (bolsas de sangue na orelha) e agravar ainda mais o quadro inflamatório inicial.
Como causa a otite? Pela Compactação e Infecção. O cotonete atua como um pistão, empurrando detritos para o fundo do canal; lá, a sujeira compactada impede a ventilação e vira o banquete perfeito para bactérias e fungos.