por: Caroline Mendes
Foto: Canva
Cientistas utilizam fragmentos de DNA extraídos de restos mortais de lobos e cães antigos para mapear a evolução genética e o comportamento desses animais ao longo de dezenas de milhares de anos de história.
A domesticação ocorreu quando antigas populações de lobos-cinzentos na Europa ou Ásia se aproximaram de humanos, tornando-se menos agressivas e sofrendo alterações genéticas que deram origem aos cães modernos.
Estudos publicados na revista Nature revelam que os genes de cães europeus permaneceram consistentes durante a expansão da agricultura, sendo mais influenciados por grupos de caçadores-coletores do que por migrantes.
Diferente do que ocorre na Europa, o perfil genético dos cães na Ásia e nas Américas reflete de forma mais direta os padrões de movimento e migração de seus donos ao longo de diferentes eras geológicas.
Embora a aparência exata dos primeiros exemplares ainda seja um mistério, pesquisadores da Universidade de Munique suspeitam que os ancestrais caninos se assemelhavam a versões menores dos lobos selvagens.
Além de auxiliarem em atividades práticas como a caça e a guarda de acampamentos, esses animais ancestrais provavelmente já desempenhavam papéis sociais, como a interação e a brincadeira com crianças.
Análises de genes com mais de 15.800 anos confirmam que a relação de amizade entre humanos e cães começou há pelo menos 16 milênios, antecipando a origem da parceria em 5.000 anos em relação ao que se cria.