por: Caroline Mendes
Foto: Canva
O nome científico é Dirofilariose, mas o medo é universal. Causada pelo parasita Dirofilaria immitis, essa doença continua sendo uma das mais graves em 2026 devido à sua letalidade e à facilidade com que se espalha silenciosamente.
O cão não pega a doença diretamente de outro cão. O vilão necessário é o Mosquito. Gêneros como Aedes (incluindo o da Dengue), Culex e Anopheles picam um animal doente, ingerem as microfilárias e as transportam para o seu pet.
O ciclo é uma bomba-relógio. Após a picada, larvas microscópicas entram na corrente sanguínea. Elas viajam silenciosamente pelos tecidos do animal, amadurecendo enquanto o dono nem desconfia que a infecção começou.
O destino final é o órgão vital. As larvas se alojam no coração e nas artérias pulmonares. Lá, crescem e viram "espaguetes" de até 30 cm, causando um engarrafamento físico que leva à falência cardíaca e respiratória.
O mapa de risco mudou. Antes restrita ao litoral e praias, a doença invadiu as cidades. Com as mudanças climáticas de 2026, o calor constante favorece os mosquitos o ano todo, tornando qualquer poça de água um criadouro potencial.
O tratamento é caro, arriscado e doloroso. Matar os vermes adultos dentro do coração pode causar embolias (choque circulatório) pelos pedaços dos parasitas mortos. Por isso, a medicina veterinária foca totalmente em não deixar entrar.
O que causa? A picada, mas a falha é na prevenção. A única barreira real é o uso rigoroso de repelentes, comprimidos mensais ou a injeção anual (ProHeart) que mata as larvas antes que elas cheguem ao coração.