por: Caroline Mendes
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Em 2026, entenda que o ofego é o ar-condicionado biológico do cão. Diferente de nós, eles não suam. A respiração rápida de boca aberta é a termodinâmica agindo para expulsar o calor excessivo após o exercício ou em dias quentes.
A mente acelera o corpo. O medo de fogos, a tensão do veterinário ou viagens de carro disparam a adrenalina. Nesse cenário, o ofego é emocional, muitas vezes acompanhado de tremores, lambedura compulsiva de patas e pupilas dilatadas.
O ofego é o grito silencioso da dor. Cães raramente choram; eles respiram rápido. Se ele está ofegante em repouso, no fresco e sem exercício, pode ser o único aviso de uma cólica abdominal, dor na coluna ou artrite severa incomodando.
O motor pode estar engasgando. Problemas cardíacos ou pulmonares impedem a oxigenação correta. O cão compensa hiperventilando para tentar puxar o ar que falta. Fique atento a tosse seca noturna e cansaço fácil no passeio curto.
Hormônios desregulados mantêm o sistema acelerado. A Síndrome de Cushing (excesso de cortisol) faz o cão ofegar cronicamente, beber água em excesso e ficar com a barriga inchada. A anemia também força o pulmão a trabalhar o dobro.
Aprenda a ler a cor da emergência. Se a língua ficar azul, roxa ou pálida, ou se ele usar a barriga para fazer força ao respirar, é hipóxia grave. Se ele baba muito e recusa deitar, mantendo o pescoço esticado, corra para o hospital.
O que pode ser? Termostato ou Alerta Vital. O contexto define o diagnóstico. Se tem sol e corrida, é saúde. Se tem repouso e noite fria, é doença. O ofego persistente sem motivo óbvio é a senha para um check-up cardiorrespiratório.