Obesidade canina: Você está matando seu cão?

por: Caroline Mendes

Foto: Canva

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Em 2026, a obesidade não é fofura, é uma epidemia que atinge até 40% dos pets. Encarada como doença crônica inflamatória, ela silenciosamente rouba a saúde do seu melhor amigo enquanto ele abana o rabo pedindo mais comida.

A gordura não é inerte; ela inflama o corpo todo. Estudos provam que cães obesos vivem, em média, dois anos e meio a menos. Além disso, sofrem com diabetes e sobrecarga cardíaca, transformando a rotina em uma luta para respirar.

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O excesso de peso é uma âncora nas articulações. Cada quilo extra acelera a artrite, artrose e hérnias de disco. O animal para de brincar não por preguiça, mas porque se mover dói, criando um ciclo vicioso de sedentarismo.

O maior erro é o "amor que mata". Tutores compensam a falta de tempo com petiscos, achando que comida é afeto. Humanizar o animal e ignorar a gramagem correta da ração é a via expressa para a doença, não para a felicidade.

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Faça o teste do toque agora: você deve sentir as costelas dele facilmente sem apertar. Olhando de cima, ele precisa ter "cintura". Se o formato é de "salame" ou as costelas sumiram sob a gordura, o sinal de alerta está vermelho.

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A virada de chave exige disciplina. Troque a ração por linhas terapêuticas de baixa caloria (ricas em fibras) e inicie exercícios graduais. Use brinquedos que liberam comida para que ele tenha que "caçar" o jantar, gastando energia.

Você está matando seu cão? Infelizmente, talvez sim. Dar comida em excesso não é bondade, é negligência. O verdadeiro amor é ter a coragem de dizer "não" para o petisco agora para garantir que ele viva anos a mais ao seu lado.

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