Pêlo embolado dói! O sofrimento escondido nos nós

por: Caroline Mendes

Foto: Canva

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O Efeito "Rabo de Cavalo". Imagine alguém puxando seu cabelo com força, sem soltar, 24 horas por dia. O nó se forma rente à pele e, conforme aperta, cria uma tensão constante (tração) que gera dor crônica e irritação nervosa.

A Estufa de Bactérias. A pele sob o nó não respira. A umidade do banho, da chuva ou da própria transpiração fica presa ali, criando um ambiente quente e escuro perfeito para a proliferação de fungos e feridas úmidas (hot spots).

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O Bunker de Parasitas. Carrapatos e pulgas buscam abrigo nessas áreas inacessíveis. Sob a "capa" de pêlos mortos, eles se reproduzem livres de coceiras ou da ação de pipetas e remédios tópicos, que não conseguem atingir a pele.

Corte de Circulação. Em casos graves (como nas orelhas ou patas), o embolo pode funcionar como um torniquete, restringindo o fluxo sanguíneo. Isso pode causar inchaço, necrose e até a perda da extremidade do membro.

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Mobilidade Comprometida. Nós nas axilas e virilhas funcionam como "algemas". Eles repuxam a pele a cada movimento da perna, fazendo com que o animal comece a andar de forma rígida ou evite se mexer para não sentir a fisgada.

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O Mito da Tosa. Quando o tosador raspa tudo, o tutor vê a pele vermelha e culpa a máquina. Na verdade, a vermelhidão e os hematomas são o resultado do sangue voltando a circular em uma área que estava estrangulada pelo nó.

Por que dói tanto? Porque a pele rasga em silêncio. A resposta definitiva é que o nó não é apenas pêlo solto; ele adere à pele saudável, criando microlesões constantes. O sofrimento é escondido porque, por fora, vê-se apenas pêlo, mas por baixo, a derme está em carne viva.

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