por: Caroline Mendes
Foto: Canva
O som de engasgo não é drama. Aquele "cof-cof" seco que o cão faz ao puxar é o primeiro alerta mecânico de que a passagem de ar está sendo esmagada contra a coleira, cortando o oxigênio momentaneamente.
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A tireoide sofre em silêncio. Essa glândula vital fica localizada bem na frente do pescoço. A pressão contínua da coleira pode gerar inflamação crônica no local, desregulando o metabolismo e os hormônios do animal a longo prazo.
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Seus olhos sentem a pressão. O estrangulamento aumenta subitamente a pressão intraocular. Em raças de olhos saltados (Pugs, Shih Tzus), isso pode agravar glaucomas ou até causar proptose (deslocamento do globo ocular).
A coluna cervical é chicoteada. Puxões bruscos funcionam como uma "batida de carro" para o pescoço do cão, criando microlesões nas vértebras que podem evoluir para hérnias de disco e dores crônicas na velhice.
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O colapso da traqueia é real. Especialmente em raças pequenas, os anéis de cartilagem da garganta são frágeis. A força da guia pode "amassar" essa estrutura, gerando uma tosse permanente e dificuldade de respirar.
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Dor gera mais tração. Ao sentir o enforcamento, o instinto do cão muitas vezes não é recuar, mas sim fugir da dor, puxando ainda mais forte para frente. Cria-se um ciclo de estresse onde o passeio vira tortura.
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Quais os perigos? Danos Físicos Irreversíveis. A anatomia do pescoço não foi feita para tração. A solução é trocar a coleira de pescoço por um Peitoral Anti-Puxão (engate frontal), que vira o corpo do cão de lado sem dor.