Quando a doença do carrapato pode matar o cachorro?

por: Caroline Mendes

Foto: Canva

A doença do carrapato é traiçoeira e começa silenciosa. Os primeiros sintomas parecem apenas tristeza ou falta de apetite, mas internamente o parasita já se multiplica, preparando o terreno para um colapso se não houver intervenção.

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O risco escala quando a fase inicial é ignorada. Sem combate rápido, a doença evolui para a fase crônica. Aqui, a medula óssea é comprometida e para de produzir células sanguíneas, deixando o cão sem defesas imunes (imunossupressão).

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A destruição massiva de glóbulos vermelhos gera uma anemia profunda. O animal perde a cor das mucosas e a força vital. Sem oxigênio suficiente circulando, o coração e outros sistemas começam a trabalhar no limite da exaustão.

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O perigo iminente vem da queda de plaquetas. Com a coagulação falha, surgem hemorragias espontâneas, como sangramento nasal (epistaxe) ou na gengiva. O quadro pode evoluir rapidamente para hemorragias internas incontroláveis.

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Órgãos vitais entram em falência. Rins e fígado, sobrecarregados pela inflamação e falta de oxigenação, param de filtrar as toxinas do corpo. Em casos avançados, o sistema neurológico também é afetado, causando convulsões e paralisia.

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O cenário piora drasticamente na infecção mista. Se o cão contrair Erliquiose e Babesiose ao mesmo tempo, o ataque é duplo e devastador. Essa combinação acelera a degradação do organismo, tornando a recuperação muito mais difícil.

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Quando ela mata? Quando o socorro tarda. O óbito ocorre principalmente pela demora no diagnóstico, quando a anemia severa, a hemorragia e a falência de órgãos atingem um ponto irreversível que nem a transfusão consegue reverter.