Uma atualização do Ministério da Agricultura e Pecuária passou a valer em 13 de outubro de 2026 para quem pretende viajar do Brasil ao Chile com cão ou gato. A solicitação do Certificado Veterinário Internacional (CVI) deve ser feita por médico-veterinário habilitado no Gov.br.
O aviso importa a tutores de qualquer estado brasileiro que estejam organizando uma viagem com animal de companhia. A mudança está na forma de iniciar a documentação oficial, não em uma autorização automática para embarcar.
O planejamento precisa considerar exigências do país de destino, exames e comprovantes aplicáveis, além das regras da companhia transportadora. A confirmação deve ser feita antes de comprar serviços não reembolsáveis.
O que mudou no CVI para o Chile em outubro?
Na página oficial Sair do Brasil, o Mapa informa que, desde 13 de outubro de 2026, a solicitação de CVI para o Chile ocorre exclusivamente por médico-veterinário habilitado na plataforma Gov.br.
O CVI é o documento sanitário oficial usado para comprovar o atendimento às exigências aplicáveis à entrada do animal em outro país. A emissão depende da análise do pedido e não ocorre simplesmente por preencher um formulário.
Isso muda o primeiro passo do tutor: ele precisa localizar um profissional que possa atuar no sistema e conferir o manual específico do Chile, em vez de presumir que fará sozinho toda a solicitação.
Todo cachorro ou gato que vai ao Chile precisa de CVI?
O Mapa apresenta o CVI como o certificado sanitário para viagens internacionais com animais de estimação. Os requisitos concretos variam conforme o país de destino e devem ser conferidos no manual vigente.
Antes de embarcar, peça ao veterinário para verificar a documentação exigida para a espécie, eventuais comprovantes sanitários e os prazos. Não use listas de outro país como referência para o Chile.
A emissão do certificado brasileiro também não substitui regras de transporte, como reserva de vaga para o pet, dimensões da caixa, condições de cabine ou porão e exigências da empresa escolhida.
O Chile exige microchip ou outra identificação permanente?
Sim. O Serviço Agrícola e Pecuário do Chile (SAG) informa que, desde 27 de julho de 2026, cães e gatos que entram no país devem ter identificação individual permanente por microchip ou tatuagem, conforme as regras sanitárias vigentes.
O número ou código identificado no animal precisa corresponder ao registrado na certificação oficial. Antes de viajar, confira essa informação com o veterinário, especialmente se o pet já tiver identificação antiga.
O comunicado do SAG também reforça exigências de exame clínico, vacinação antirrábica e controle de parasitas. A sequência e os prazos aplicáveis devem ser conferidos no manual atualizado do destino.
Qual é o prazo para solicitar o documento?
A página federal informa uma janela geral de solicitação entre nove e três dias antes do embarque para um grupo de destinos que inclui o Chile. Esse intervalo exige planejamento, pois documentos prévios podem demandar mais tempo.
Confirme o prazo no manual atualizado do Chile e com o veterinário habilitado. A relação entre a data da viagem, exames e eventuais exigências sanitárias precisa ser conferida para o animal específico.
Não é seguro esperar o último dia da janela para perguntar sobre requisitos. Também não se deve presumir atendimento instantâneo nem disponibilidade garantida de uma agenda profissional.
O processo é totalmente digital e dispensa atendimento?
O Mapa informa que o CVI eletrônico pode ser acompanhado pelo portal, com envio de notificações e emissão do documento assinado digitalmente após aprovação. Digitalizar o pedido não significa eliminar a avaliação sanitária.
Na lista de destinos do órgão, o Chile aparece entre aqueles para os quais a chancela física do CVI não é mais necessária. Isso não cancela exames, comprovantes ou condições definidos pelo país.
O serviço oficial precisa ser diferenciado dos honorários e serviços do profissional particular. A página consultada não permite apresentar uma cotação total universal para a viagem com pet.
O que comparar antes de contratar transporte e atendimento?
Compare as regras de transporte para a espécie e o porte do animal, os limites da caixa, a política de reserva e o que acontece se a documentação ficar incompleta antes do embarque.
Ao contratar o veterinário, pergunte se ele já está habilitado para solicitar o CVI daquele destino no Gov.br e quais avaliações, exames ou documentos serão necessários.
Não escolha apenas por um valor anunciado como “taxa de viagem pet”. Peça descrição do que está incluído e entenda a diferença entre serviço particular, certificado oficial e tarifa da transportadora.
Qual é o passo a passo mais seguro?
Primeiro, consulte a página oficial do Mapa e o manual específico para o Chile. Em seguida, busque veterinário habilitado, confira os requisitos sanitários e organize o calendário de documentos e atendimento.
Depois, confirme as regras da companhia aérea ou transportadora e acompanhe a análise do CVI eletrônico. Se houver exigência de correção, utilize os canais indicados pelo próprio serviço.
O alerta de outubro não altera automaticamente as viagens domésticas. Ele se refere ao procedimento internacional para o Chile, com aplicação a tutores de qualquer região do Brasil que pretendam viajar ao destino.

