Quem vai mudar o atendimento do pet pode pedir uma cópia do prontuário médico-veterinário à clínica atual. A Resolução CFMV nº 1.653/2025 fixa prazo padrão de até cinco dias úteis após o protocolo do pedido.
O documento reúne o histórico do animal e pode ajudar o próximo profissional a entender exames e procedimentos já realizados. Ter a cópia em mãos também permite conferir informações antes de decidir os próximos passos.
A norma está em vigor desde julho de 2025 e prevê exceções de prazo. Vale fazer um pedido identificável, guardar o protocolo e planejar a transição sem presumir que todos os laudos chegarão no mesmo dia.
Quem pode pedir o prontuário do pet?
Pode solicitar o responsável pelo animal que consta na ficha de cadastro da clínica ou alguém expressamente autorizado por ele. A resolução do CFMV limita o acesso para preservar o sigilo das informações.
O pedido pode ser presencial, físico ou eletrônico, desde que a identidade do requerente ou de seu procurador possa ser conferida. A entrega da cópia deve ter comprovante de recebimento.
Antes de enviar, confira em nome de quem o pet foi cadastrado. Se outra pessoa cuida do animal, organize a autorização necessária para evitar atraso por divergência entre solicitante e cadastro.
Qual é o prazo para receber a cópia?
O prazo normal é de até cinco dias úteis, contado da data do protocolo do pedido, para entrega em papel ou formato digital. Por isso, peça um registro que mostre quando a solicitação foi recebida.
Se esse prazo não puder ser cumprido, o responsável técnico deve providenciar justificativa por escrito e estabelecer novo prazo de até trinta dias úteis, também contado do protocolo original. Não se trata de prorrogação automática sem explicação.
Exames realizados por terceiros contratados pela própria clínica, como alguns laudos especializados, podem ser entregues em até trinta dias úteis. Quando o responsável contratou diretamente o terceiro, deve pedir o resultado ao estabelecimento que executou o serviço.
O que deve constar no prontuário?
A norma passou a exigir relatos e informações fornecidos pelo responsável, além da descrição dos procedimentos feitos no paciente. Devem aparecer a evolução diária, data, hora e identificação dos profissionais envolvidos.
Também entram cópias de laudos de exames complementares, laboratoriais especializados ou de imagem, conforme a redação da resolução. A presença desses registros ajuda a nova equipe a avaliar o histórico sem depender apenas da memória do responsável.
Ao receber, confira se os dados do animal e os períodos de atendimento correspondem ao que você solicitou. Se notar falta de uma informação, peça esclarecimento à clínica de origem e mantenha uma cópia da resposta.
Como usar a cópia ao mudar de clínica?
Leve o prontuário e informe ao novo médico-veterinário o motivo da mudança e a situação atual do pet. A equipe poderá avaliar os registros e decidir quais informações ainda precisam ser confirmadas.
Exames anteriores ajudam a contextualizar, mas não garantem que um exame ou procedimento possa ser dispensado. O estado clínico pode mudar, e cabe ao profissional decidir a conduta adequada ao paciente naquele momento.
Se a consulta já está marcada, solicite a cópia com antecedência e informe à nova clínica quando ela estará disponível. Em caso de necessidade imediata, procure atendimento sem esperar o prazo documental terminar.
E se o prontuário não for entregue no prazo?
Retome o contato com a clínica usando o protocolo e peça a justificativa escrita e a data de entrega. Guarde suas mensagens e respostas para esclarecer o histórico da solicitação.
O CFMV explica que a regra alterou a documentação veterinária em todo o país. Se a questão não for resolvida, o Conselho Regional de Medicina Veterinária da unidade federativa pode orientar sobre a fiscalização profissional.
Pedir a cópia é uma etapa organizada da continuidade do cuidado. O registro facilita a conversa entre profissionais e ajuda o responsável a acompanhar decisões, respeitando os prazos e o sigilo definidos na norma.

