O asfalto e a calçada aquecidos pelo sol podem causar queimaduras nas patas dos cães. Em 30 de setembro de 2026, a Prefeitura de Betim (MG) reforçou esse alerta aos tutores durante os dias mais quentes.
O risco aparece em um passeio aparentemente comum: o animal pisa no chão quente enquanto o responsável, protegido pelo calçado, pode não perceber a temperatura da superfície.
Uma orientação semelhante foi publicada pela Prefeitura de Palmas (TO) em 7 de outubro. Com a aproximação dos meses mais quentes, vale conferir o piso antes de sair e conhecer os sinais de lesão.
Como saber se a calçada está quente demais para o cão?
Faça uma checagem simples antes de iniciar a caminhada. Encoste a palma da mão no piso por cerca de cinco segundos, conforme a orientação divulgada pela Prefeitura de Betim.
Se o contato estiver desconfortável ou quente demais para manter a mão apoiada, não coloque o cachorro para caminhar ali. Procure uma rota mais fresca ou adie o passeio.
Asfalto, concreto e calçadas sob sol direto merecem atenção. Até areia e grama sintética podem aquecer bastante, portanto não presuma que outro tipo de superfície esteja automaticamente seguro.
O teste com a mão é um alerta prático, não uma garantia absoluta. A temperatura muda conforme a sombra, o material, a intensidade do sol e o horário do dia.
Quais sinais mostram que a pata pode ter queimado?
Mancar, levantar uma pata repetidamente, parar de andar ou insistir em lamber os pés são comportamentos que podem indicar dor ou irritação provocada pelo contato com o piso quente.
Nos coxins, as almofadinhas das patas, também podem aparecer vermelhidão, bolhas, sangramento ou desprendimento de pele. Alguns sinais só ficam evidentes depois do passeio.
Se o cachorro resistir a continuar, não o force a caminhar até em casa. Interrompa a atividade e retire-o da superfície que pode estar causando a lesão.
Esses sinais não provam, sozinhos, que houve queimadura: machucados e outros problemas também podem causar dor. A avaliação veterinária esclarece a causa e indica o cuidado adequado.
O que fazer quando o cachorro queima a pata?
O primeiro passo é afastar o animal do piso quente. A Prefeitura de Betim recomenda resfriar a área com água corrente fresca por 10 a 20 minutos e procurar atendimento veterinário.
Não aplique gelo diretamente na pele. Evite também pomadas, cremes, álcool, água oxigenada e medicamentos por conta própria, porque esses produtos podem agravar a situação ou atrapalhar a avaliação.
Não estoure bolhas e não retire partes de pele solta. O animal deve ser poupado de novas caminhadas sobre superfícies aquecidas até receber a orientação profissional.
Na presença de bolhas, sangramento, pele descolando ou muita dificuldade para apoiar a pata, busque avaliação sem demora. Mesmo uma lesão aparentemente pequena pode precisar de cuidados.
Qual é o horário mais seguro para passear no calor?
Prefira o início da manhã ou o fim da tarde, quando a temperatura costuma ser menor. A Prefeitura de Palmas orienta, em períodos quentes, passeios antes das 9h ou depois das 18h.
Esses horários são uma referência local, não uma regra que garante segurança em todo o Brasil. O piso pode continuar quente mesmo depois que o sol perde força.
Antes de sair, repita a checagem da superfície. Escolha trechos sombreados, ofereça água ao longo da caminhada e reduza o esforço quando o cachorro demonstrar desconforto.
Se a rua estiver muito quente, atividades breves em ambiente fresco podem substituir a caminhada naquele momento. O importante é atender às necessidades do animal sem expô-lo ao risco.
O calor pode oferecer outros riscos além das patas?
Sim. Altas temperaturas também favorecem desidratação e superaquecimento. Por isso, mantenha água limpa e fresca à disposição e garanta espaços ventilados e protegidos do sol.
Atenção especial deve ser dada a cães de focinho achatado, animais idosos, acima do peso ou com problemas cardíacos e respiratórios, que podem ter maior dificuldade em enfrentar o calor.
Respiração excessivamente ofegante em repouso, fraqueza, desorientação, dificuldade para respirar ou desmaio exigem atendimento veterinário imediato. Nesses casos, coloque o animal em local fresco enquanto busca ajuda.
Os gatos também precisam de proteção contra superfícies aquecidas e calor intenso. Espalhar recipientes com água limpa pela casa e oferecer abrigo à sombra são cuidados úteis.
Como prevenir queimaduras nas próximas caminhadas?
Uma rotina segura começa antes de colocar a guia. Observe a previsão de calor para o dia, avalie o piso na saída e mantenha flexibilidade para mudar o horário.
Durante o passeio, veja se o cão tenta alternar as patas, procura sombra ou se recusa a avançar. Esses comportamentos pedem uma parada imediata para verificar o que aconteceu.
Depois de voltar, observe com delicadeza as almofadinhas das patas. Se houver sensibilidade persistente, feridas ou alterações na pele, procure o médico-veterinário em vez de improvisar tratamentos.
A recomendação central é simples: não use apenas a temperatura do ar como referência. O chão pode estar muito mais quente do que parece e merece uma conferência antes de cada caminhada.

